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Capítulo 5 [Diários do vampiro - O confronto]

Posted by Unknown on 09:00


2 de Novembro, Sábado
Querido Diário,
Esta manhã eu acordei e me senti tão estranha. Eu não sei como descrever isto. Por um lado, eu estava tão fraca que quando eu tentei me levantar meus músculos não me suportaram. Mas por outro lado eu me sentia... agradável. Tão confortável, tão relaxada. Como se eu flutuasse numa cama de luz dourada. Eu não me importava se eu nunca mais me mexesse de novo.
Então eu me lembrei de Stefan, e eu tentei me levantar, mas tia Judith me colocou de volta na cama. Ela disse que Bonnie e Meredith tinham saído horas atrás, e que eu estava dormindo tão profundamente que eles não puderem me acordar. Ela disse que eu precisava de um descanso.
Então aqui estou. Tia Judith ligou a TV, mas eu não quero saber de ver TV. Eu prefiro deitar aqui e escrever, ou só deitar aqui.
Estou esperando que Stefan me ligue. Ele me disse que iria. Ou talvez não. Eu não consigo me lembrar. Quando ele ligar eu tenho que...
3 de Novembro, Domingo (10:30 p.m.)
Eu acabei de ler o que eu escrevi ontem e eu estou chocada. O que estava errado comigo? Eu parei no meio de uma frase, e eu nem lembro o que eu ia dizer. E eu não expliquei sobre o meu novo diário ou qualquer coisa. Eu deveria estar completamente drogada.
De qualquer forma, este é o começo oficial do meu novo diário. Eu comprei este livro em branco na drogaria. Não é tão bonito quanto o outro, mas vai ter que servir. Eu já perdi as esperanças de ver o meu velho de novo. Quem quer que tenha roubado ele, não vai trazer de volta. Mas quando eu penso em alguém lendo ele, todos os meus mais profundos pensamentos e meus sentimentos sobre Stefan, eu quero matar esta pessoa. Enquanto simultaneamente eu quero morrer de humilhação.
Eu não estou com vergonha sobre como eu me sinto em relação à Stefan. Mas isto é privado. E há coisas lá, sobre como é quando ele me beija, me abraça, que eu sei que ele não iria querer que ninguém lesse.
É claro, não tinha nada sobre o segredo dele lá. Eu não tinha descoberto ainda. Só a partir daquele dia eu realmente o entendi, e nós ficamos juntos, realmente juntos, finalmente. Agora somos parte um do outro. Eu sinto como se estivesse esperando por ele a minha vida inteira.
Talvez você pense que eu seja terrível por amar ele, considerando o que ele é. Ele pode ser violento, e eu sei que há coisas no seu passado que ele tem vergonha. Mas ele nunca poderia ser violento em relação a mim, e o passado está acabado. Ele tem tanta culpa e ele tem tantas feridas dentro de si. Eu quero curá-lo.
Eu não sei o que acontecerá agora; eu estou apenas tão feliz que ele esteja salvo. Eu fui para a pensão hoje e descobri que a polícia esteve lá ontem. Stefan ainda estava fraco e não pode usar os seus Poderes para se livrar deles, mas eles não o acusaram de nada. Apenas perguntaram algumas coisas. Stefan disse que eles agiram amigavelmente, o que me deixou com suspeitas. Todas as perguntas se resumiram realmente sobre: onde você estava na noite em que o velho homem foi atacado embaixo da ponte, e na noite em que Vickie Bennet foi atacada nas ruínas da igreja, e na noite em que o Sr. Tanner foi morto na escola?
Eles não têm nenhuma evidência contra ele. Então os crimes começaram assim que ele veio para Fell’s Church, então o quê? Isto não é prova de nada. Então ele discutiu com o Sr Tanner naquela noite. De novo, então o quê? Todo mundo discuti com o Sr. Tanner. Então ele desaparece depois que o corpo do Sr. Tanner foi achado. Ele está de volta agora, e está bem claro que ele mesmo foi atacado, pela mesma pessoa que cometeu os outros crimes. Mary contou a polícia sobre a condição em que ele estava. E se eles viessem perguntar para nós, Matt e Bonnie e Meredith e eu podemos testemunhar como encontramos ele. Não havia nenhum caso contra ele realmente.
Stefan e eu conversamos sobre isto, e sobre outras coisas. Era tão bom estar com ele de novo, mesmo se ele parecesse pálido e cansado. Ele ainda não lembrava como a noite de quinta terminou, mas a maior parte disto foi exatamente como suspeitei. Stefan saiu para encontrar Damon na noite de quinta depois que ele me levou para casa. Eles discutiram. Stefan acabou quase morto em um poço. Não precisa ser um gênio para descobrir o que aconteceu entre isto.
Eu ainda não contei para ele que saí procurando por Damon no cemitério sexta-feira de manhã. Eu suponho que seja melhor fazer isto amanhã. Eu sei que ele vai ficar com raiva, especialmente quando ele ouvir o que Damon falou para mim.
Bem, isto é tudo. Estou cansada. Este diário vai ser bem escondido, por razões óbvias.

Elena parou e olhou para a última linha da página. Então ela acrescentou:
P.S. Quem será nosso novo professor de história européia?

Ele guardou o diário sob o colchão e desligou a luz.

Elena andou pelo corredor em um vácuo curioso. Na escola, ela era normalmente recheada de saudações de todos os lados; era “olá, Elena,” atrás de “olá, Elena,” para qualquer lugar que ela fosse. Mas hoje os olhos deslizavam para longe furtivamente quando ela se aproximava, ou as pessoas de repente ficaram muito ocupadas fazendo coisas que requeriam que eles mantivessem as costas para ela. Isto aconteceu durante todo o dia.
Ela parou no caminho para a porta da sala de história européia. Havia alguns alunos já sentados, e no quadro estava um estranho.
Ele parecia quase como um estudante. Tinha um cabelo cor de areia, um pouco longo, e a estrutura de um atleta. No quadro ele tinha escrito “Alaric K. Saltzman.” Quando ele se virou, Elena viu que ele também tinha um sorriso de menino.
Elena continuou sorrindo enquanto Elena se sentava e outros estudantes entravam. Stefan estava entre eles, e seus olhos encontraram os de Elena enquanto ele sentava do lado dela, mas eles não conversaram. Ninguém estava falando. A sala estava mortalmente silenciosa.
Bonnie se sentou no outro lado de Elena. Matt estava distante há apenas algumas carteiras, mas ele estava olhando diretamente para frente.
As duas últimas pessoas a entrarem foram Caroline Forbes e Tyler Smallwood. Eles andaram juntos, e Elena não gostou da expressão na face de Caroline. Ela conhecia aqueles olhos semelhantes aos de gatos e aqueles estreitos olhos verdes bem demais. A beleza de Tyler, ou melhor, suas feições carnudas estavam brilhando de satisfação. A descoloração embaixo de seus olhos causada pelos punhos de Stefan já tinha quase desaparecido.
“Okay, para começar, por que não colocamos todas essas cadeiras em um círculo?”
A atenção de Elena voltou-se para o estranho na frente da sala. Ele ainda estava sorrindo.
“Vamos lá, vamos fazer isto. Desta forma podemos todos ver o rosto de cada um enquanto falamos,” ele disse.
Silenciosamente, os alunos obedeceram. O estranho não sentou na cadeira do Sr. Tanner; em vez disso, ele puxou uma cadeira para o círculo e sentou-se de frente para as costas da cadeira*.
*Não sabia como escrever, mas se não entenderem, é como na imagem.
http://wwwdelivery.superstock.com/WI/223/1612/PreviewComp/SuperStock_1612R-20662.jpg
“Agora,” ele disse. “Eu sei que vocês todos devem estar curiosos sobre mim. Meu nome está no quadro: Alaric K. Saltzman. Mas quero que vocês me chamem de Alaric. Eu contarei para vocês um pouco mais de mim depois, mas primeiro eu quero dar a vocês a chance de falarem.
“Hoje é provavelmente um dia difícil para a maioria de vocês. Alguém que vocês gostavam se foi, e isto deve ser doloroso. Eu quero dar a vocês a chance para se abrirem e compartilharem estes sentimentos comigo e com seus colegas de classe. Eu quero que vocês tentem entrar em contato com a dor. Então poderemos começar a construir nossa própria relação na verdade. Agora quem gostaria de ser o primeiro?”
Eles olharam para ele. Ninguém moveu mais que um cílio.
“Bem, vamos ver... que tal você?” Ainda sorrindo, ele gesticulou encorajadoramente para uma garota bonita e loira. “Diga-nos seu nome e como você se sente sobre o que aconteceu.”
Perturbada, a garota se levantou. “Meu nome é Sue Carson, e, uh...” Ele tomou um longo suspiro e continuou obstinada. “E eu estou com medo. Porque seja quem for este maníaco, ele ainda está à solta. E, na próxima vez, pode ser eu.” Ela se sentou.
“Obrigado, Sue. Estou certo que muitos dos seus colegas compartilham sua preocupação. Agora, estou certo de que alguns de vocês estavam na verdade lá quando a tragédia aconteceu?”
Carteiras rangeram enquanto os estudantes moveram-se desconfortáveis.
Mas Tyler Smallwood levantou-se, seus lábios se retraindo de fortes dentes branco em um sorriso.
“A maioria de nós estava lá,” ele disse, e seus olhos cintilaram em Stefan. Elena pode ver outras pessoas seguindo o seu olhar. “Eu cheguei lá logo depois que Bonnie descobriu o corpo. E o que eu sinto é preocupação para com a comunidade. Há um assassino perigoso nas ruas, e até agora ninguém fez nada para Pará-lo. E—” Ele parou. Elena não tinha certeza de como, mas ela sentiu que Caroline tinha sinalizado para ele fazer isto. Caroline jogou seu reluzente cabelo castanho-avermelhado para trás e recruzou suas longas pernas enquanto Tyler tomava seu lugar novamente.
“Okay, obrigado. Então a maioria de você estava lá. Isto faz as coisas duas vezes mais difíceis. Podemos ouvir a pessoa que realmente achou o corpo? Bonnie está aqui?” Ele olhou em volta.
“Bonnie levantou sua mão lentamente, então se postou em pé. “Eu acho que eu descobri o corpo,” ela disse. “Quero dizer, eu fui a primeira pessoa que soube que ele estava realmente morto, não apenas fingindo.”
Alaric Saltzman olhou ligeiramente alarmado. “Não apenas fingindo? Ele costumava fingir estar morto?” Houve risadas abafadas, e ele lançou aquele sorrisinho de garoto novamente. Elena se virou e olhou de relance para Stefan, que estava com as sobrancelhas franzidas.
“Não—não,” disse Bonnie. “Veja, ele era um sacrifício. Na Casa Assombrada. Então ele estava coberto com sangue de qualquer forme, mas era sangue de mentira. E isto foi parcialmente minha culpa, porque ele não queria colocá-lo, e eu disse que ele tinha que colocar. Era para ele ser um Cadáver Sangrento. Mas ele dizia que era muito sujo, e continuou até que Stefan veio e discutiu com ele—” Ela parou. “Quero dizer, nós falamos com ele e ele finalmente aceitou em fazer isto, e então a Casa Assombrada começou. E um pouco depois eu percebi que ele não estava levantando e assustando as crianças como ele deveria fazer, e eu fui até lá e perguntei a ele o que havia de errado. E ele não me respondeu. Ele apenas—ele apenas continuou olhando fixamente para o teto. E então eu toquei nele - foi terrível. A cabeça dele apenas meio que caiu pesadamente...” A voz de Bonnie tremulou e desistiu. Ela engoliu.
Elena se levantou, assim como Stefan, Matt e algumas outras pessoas. Elena alcançou Bonnie.
“Bonnie, está tudo bem. Bonnie, não; está tudo bem.”
“E sangue se espalhou por minhas mãos. Tinha sangue por todo o lugar, tanto sangue...” Ela fungou histericamente.
“Okay, tempo esgotado,” Alaric Saltzman falou. “Desculpe-me; eu não queria afligir você tanto assim. Mas eu acho que você precisa trabalhar estes sentimentos em algum momento no futuro. Está claro que isto foi uma experiência bem devastadora.”
Ele se levantou e andou compassadamente pelo centro do círculo, suas mãos abrindo e fechando nervosas. Bonnie ainda estava fungando levemente.
“Eu sei,” ele disse, o sorriso de menino voltando com força total. “Eu gostaria que a nossa relação aluno-professor tivesse um bom começo, longe de toda esta atmosfera. Que tal se todos vocês viessem para minha casa hoje à noite, e nós podemos conversar informalmente? Talvez só para conhecer uns aos outros, talvez falar sobre o que aconteceu. Vocês podem até trazer um amigo se quiserem. Que tal?”
Passaram aproximadamente trinta segundos apenas com os eles se olhando fixamente. Então alguém disse, “Sua casa?”
“Sim... Oh, esqueci. Que estupidez minha. Estou na casa dos Ramsey, na Avenida Magnolia.” Ele escreveu o endereço no quadro. “Os Ramseys são amigos meus, e eles me emprestaram a casa enquanto eles estão de férias. Eu vim de Charlottesville, e o diretor me ligou na sexta para perguntar-me se eu poderia substituir. Eu pulei de cabeça na chance. Este é meu primeiro emprego de verdade como professor.”
“Oh, isto explica,” sussurrou Elena.
“Explica?” falou Stefan.
“De qualquer forma, o que vocês acham? É um plano?” Alaric Saltzman olhou em volta para eles.
Ninguém teve um coração para recusar. Houve diversos “sins” e “claros”.
“Ótimo, então está marcado. Eu providenciarei os petiscos e refrescos, e nós vamos todos conhecer uns aos outros. Oh, e por falar nisto...” Ele abriu um caderno de notas e olhou rapidamente. “Nesta aula, participação vai valer a metade de sua nota final.” Ele olhou de relance para cima e sorriu. “Vocês podem ir agora.”
“Que nervo o dele,” alguém murmurou enquanto Elena saiu. Bonnie estava atrás dela, mas a voz de Alaric Saltzman a chamou de volta.
“Os alunos que compartilharam conosco poderiam ficar para trás por um minuto?
Stefan teve que ir também. “É melhor eu checar o treino de futebol,” ele disse. “Provavelmente foi cancelado, mas é melhor eu ter certeza.”
Elena estava interessada. “Se não foi cancelado, você acha que está disposto para ir?”
“Eu ficarei bem,” ele disse evasivamente. Mas ela notou que o rosto dele ainda parecia contraído, e ele se moveu como se estivesse com dor. “Encontro você nos armários,” ele disse.
Ela assentiu. Quando ela chegou aos armários, ela viu Caroline falando com duas outras garotas. Três pares de olhos seguiram todos os movimentos de Elena enquanto ela guardava os seus livros, mas quando Elena olhou de relance, dois deles olharam para longe de repente. Apenas Caroline continuou olhando para ela, com a cabeça ligeiramente ereta enquanto ela sussurrava para as outras garotas.
Elena já tinha tido o suficiente. Fechando o seu armário, ela andou diretamente até o grupo. “Olá, Becky; olá, Sheila,” ela disse. Então, com forte ênfase: “Olá, Caroline.”
Becky e Sheila murmuraram “olá” e adicionaram alguma coisa sobre terem que ir. Elena nem se virou para vê-las escapulindo. Ela manteve seus olhos nos de Caroline.
“O que está acontecendo?” ela mandou.
“Acontecendo?” Caroline obviamente estava curtindo isto, tentando prolongar o máximo possível. “Acontecendo com quem?”
“Com você, Caroline. Com todo mundo. Não finja que você não está envolvida em alguma coisa, porque eu sei que está. As pessoas têm me evitado todo o dia como se eu tivesse uma praga, e você está parecendo como se tivesse ganhado na loteria. O que você fez?”
A expressão de inquérito inocente de Caroline caiu e ela abriu um sorriso felino. “Eu te disse que quando a escola começasse as coisas seriam diferentes este ano, Elena,” ela disse. “Eu te alertei que sua hora no trono iria acabar. Mas não é meu feito. O que está acontecendo é simplesmente um seleção natural. A lei da natureza.”
“Bem, vamos dizer que namorar um assassino pode atrapalhar a sua vida social.”
O peito de Elena se apertou como se Caroline tivesse batido nela. Por um momento, o desejo de bater em Caroline foi quase irresistível. Então, com o sangue pulsando nas suas orelhas, ela disse por dentes cerrados. “Isto não é verdade. Stefan não fez nada. A polícia o questionou, e ele estava limpo.”
Caroline deu de ombros. Seu sorriso estava agora paternalista. “Elena, eu conheço você desde o jardim de infância,” ela disse, “então eu vou te dar um conselho pela consideração dos velhos tempos: largue Stefan. Se você fizer isto agora você evitará ser uma completa leprosa social. Se não você também pode comprar um sininho para tocar na rua.”
A raiva prendeu Elena como refém enquanto Caroline se virou e tomou seu rumo, seu cabelo castanho-avermelhado movendo-se como líquido sob as luzes. Então Elena encontrou sua própria língua.
“Caroline.” A outra garota se virou. “Você vai para a festa na casa dos Ramseys hoje à noite?”
“Eu suponho que sim. Por quê?”
“Porque eu estarei lá. Com Stefan. Vejo você na floresta.” Desta vez foi Elena quem se virou.
A dignidade de sua saída foi ligeiramente perturbada quando ela viu uma esbelta, sombreada figura na extremidade final do corredor. O paço dela vacilou por um instante, mas quando ela se aproximou ela reconheceu Stefan.
Ela sabia que o sorriso que ela deu para ele pareceu forçado, e ele olhou rapidamente de volta até os armários enquanto eles andavam lado a lado para fora da escola.
“Então o treino de futebol foi cancelado?” ela disse.
Ele confirmou. “O que foi tudo isso?” ele disse calmamente.
“Nada. Eu perguntei para Caroline se ela iria para a festa de hoje à noite.” Elena curvou sua cabeça para trás para olhar o cinza e horrendo céu.
“E isto era sobre o que vocês estavam conversando?”
Ela lembrou o que ele tinha contado para ela no seu quarto. Ele podia ver melhor que um humano, e ouvir melhor também. Bem o bastante para pegar palavras faladas a 40 pés de distância?
“Sim,” ela disse provocante, ainda inspecionando as nuvens.
“E foi isto que fez você ficar com tanta raiva?”
“Sim” ela disse novamente, no mesmo tom.
Ela podia sentir os olhos dele em cima dela. “Elena, isto não é verdade.”
“Bom, se você lê mentes, você não precisa me fazer perguntas, precisa?”
Eles estavam encarando um ao outro agora. Stefan estava tenso, sua boca fixada em uma linha desagradável. “Você sabe que eu não faria isto. Mas eu pensei que você era tão séria sobre honestidade em relações.”
“Tudo bem. Caroline estava mostrando sua usual e megera personalidade e soltando sua boca sobre o assassinato. Então o quê? Por que você se importa?”
“Porque,” disse Stefan simplesmente e brutalmente, “ela pode estar certa. Não sobre o assassinato, mas sobre você. Sobre você e eu. Eu deveria ter percebido que isto poderia acontecer. Não é só ela, é? Eu tenho sentido hostilidade e medo durante todo o dia, mas eu estava muito cansado para tentar e analisar isto. Eles acham que eu sou o assassino e eles estão descontando isto em você.”
“O que eles acham não importa! Eles estão errados, e eles vão perceber por fim. Então tudo ficará da forma que era antes.”
Um sorriso melancólico apareceu no canto da boca de Stefan. “Você realmente acredita nisto, não é?” Ele olhou para longe, e sua face se enrijeceu. “E se eles não perceberem? E se isto apenas se tornar pior?”
“O que você está dizendo?”
“Pode ser melhor...” Stefan tomou um longo suspiro e continuou, cuidadosamente. “Pode ser melhor se nós não nos vermos mais por enquanto. Se ele acharem que nós não estamos mias juntos, eles vão deixar você em paz.”
Ela o encarou. “E você acha que poderia fazer isto? Não me ver ou falar comigo por seja lá quanto tempo?”
“Se for necessário—sim. Poderíamos fingir que nós tivéssemos terminado.” Seu maxilar estava imóvel.
Elena olhou fixamente por outro momento. Então ela circulou em volta dele e se moveu para mais perto, tão perto que eles estavam quase se tocando. Ele teve que olhar para baixo para ela, os olhos dele apenas algumas polegadas dos dela.
“Há,” ela disse, “apenas uma forma de eu anunciar para o resto da escola que nós terminamos. E esta é se você me dizer que não me ama e que não quer me ver. Diga-me isto, Stefan, agora mesmo. Diga-me que você não quer ficar comigo nunca mais.
Ele tinha parado de respirar. Ele a encarou, aqueles olhos verdes estriados como os de um gato em tons de esmeralda e malaquita* e azevinho.
*malaquita (malachita) é um mineral verde (http://pt.wikipedia.org/wiki/Malaquita)
“Diga,” ela falou para ele. “Diga-me o quanto você pode seguir sem mim, Stefan. Diga-me—”
Ela nunca terminou a frase. A mesma foi cortada quando os lábios dele desceram nos dela.


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Capítulo 4 [Diários do vampiro - O confronto]

Posted by Unknown on 08:58


“Mas ele tem que ir ver um médico. Ele parece estar morrendo!” disse Bonnie.
“Ele não pode. Eu não posso explicar agora. Vamos simplesmente levá-lo para casa, certo? Ele está molhado e congelando aqui. Então nós discutimos isso.”
O trabalho de levar Stefan pela floresta foi o bastante para ocupar as mentes de todo mundo por um tempo.
Ele permaneceu inconsciente, e quando eles finalmente o deitaram no banco traseiro do carro do Matt estavam todos machucados e exaustos, além de estarem molhados do contato com as roupas encharcadas dele. Elena segurou sua cabeça no seu colo enquanto eles dirigiam até a pensão. Meredith e Bonnie seguiram.
“Eu estou vendo luzes acesas,” Matt disse, parando na frente da grande construção em vermelho-ferrugem. “Ela deve estar acordada. Mas a porta está provavelmente trancada.”
Elena gentilmente levantou a cabeça de Stefan e deslizou para fora do carro, e viu uma das janelas na casa ficar mais clara quando a cortina foi puxada de lado. Então ela viu uma cabeça e ombros aparecerem na janela, olhando para baixo.
“Sra. Flowers!” ela chamou, acenando. “É a Elena Gilbert, Sra. Flowers. Nós achamos o Stefan, e nós precisamos entrar!”
A imagem na janela não se moveu ou de qualquer outra maneira reconheceu suas palavras. Ainda assim, por sua postura, Elena pôde dizer que ela ainda estava olhando para eles.
“Sra. Flowers, nós estamos com o Stefan," ela chamou novamente, gesticulando para o interior iluminado do carro. “Por favor!”
"Elena! Já está destrancada!” A voz de Bonnie flutuou até ela da varanda da frente, distraindo Elena da imagem na janela. Quando ela olhou de volta para cima, ela viu que as cortinas tinham voltado ao lugar, e então a luz no quarto de cima foi apagada.
Era estranho, mas ela não teve tempo para decifrar isso. Ela e Meredith ajudaram Matt a levantar Stefan e carregarem-no até os degraus da frente.
Lá dentro, a casa estava escura e quieta. Elena direcionou os outros pela escada que ficava do lado oposto a porta, e para o patamar do segundo andar. Dali eles foram para um quarto, e Elena fez com que Bonnie abrisse a porta que parecia com um closet. Ela revelava outra escada, muito escura e estreita.
“Quem deixaria a sua – porta da frente destrancada depois de todo que aconteceu recentemente?” Matt resmungou enquanto eles rebocavam sua carga inconsciente. “Ela deve ser louca.”
“Ela é louca,” Bonnie disse de cima, empurrando a porta no alto da escada para abrir. “Na última vez que estivemos aqui ela falou sobre a coisa mais estranha” Sua voz quebrou com uma ofegação.
“O que foi?” disse Elena. Mas a medida em que eles alcançavam o piso do quarto de Stefan, ela viu por si mesma.
Ela tinha se esquecido da condição em que o quarto estivera na última vez que ela o vira.
Baús cheios de roupas estavam de pé os deitados de lados, como se tivessem sido jogados por alguma mão gigante de uma parede à outra. Seus conteúdos estavam espalhados no chão, junto com artigos sobre cômodas e mesas. A mobília estava virada de cabeça para baixo, e uma janela estava quebrada, permitindo que um vento gelado soprasse. Havia apenas uma luminária acesa, em um canto, e sombras grotescas teciam-se contra o teto. “O que aconteceu?” disse Matt.
Elena não respondeu até que eles tinham esticado Stefan na cama. “Eu não sei com certeza,” ela disse, e isso era verdade, embora muito pouco. “Mas já estava desse jeito ontem a noite. Matt, você me ajuda? Ele precisa se secar.”
“Eu vou achar outra luminária,” disse Meredith, mas Elena falou rapidamente.
“Não, nós podemos ver direito. Por que você não tenta acender a lareira?”
Caindo de um dos baús abertos estava um manto de tecido felpudo de alguma cor escura. Elena pegou-o, e ela e Matt começaram a tirar as roupas molhadas e coladas de Stefan. Ela conseguiu tirar seu suéter, mas uma olhada em seu pescoço foi o bastante para congelá-la no lugar.
“Matt, você poderia – você poderia me dar aquela toalha?”
Assim que ele se virou, ela puxou o suéter por sobre a cabeça de Stefan e rapidamente enrolou a manta ao seu redor. Quando Matt se virou e lhe entregou a toalha, ela a envolveu ao redor da garganta de Stefan como um cachecol. Sua pulsação estava acelerando, sua mente trabalhando furiosamente.
Não era de se espantar que ele estivesse tão fraco, tão inconsciente. Ah, Deus. Ela tinha que examiná-lo, ver o quão ruim estava. Mas como ela poderia, com Matt e as outras aqui?
“Eu vou buscar um médico,” Matt disse em uma voz forçada, seus olhos no rosto de Stefan.
“Ele precisa de ajuda, Elena.”
Elena entrou em pânico. “Matt, não... por favor. Ele – ele tem medo de médicos. Eu não sei o que aconteceria se você trouxesse um aqui.” Novamente, era a verdade, se não toda a verdade. Ela teve uma idéia do que poderia ajudar Stefan, mas ela não poderia fazer isso com os outros ali. Ela se inclinou por sobre Stefan, esfregando as mãos dele entre as delas, tentando pensar.
O que ela poderia fazer? Proteger o segredo de Stefan ao custo de sua vida? Ou traí-lo para poder salvá-lo? Iria salvá-lo contar a Matt e Bonnie e Meredith? Ela olhou para seus amigos, tentando imaginar as respostas deles se eles descobrissem a verdade sobre Stefan Salvatore.
Não era bom. Ela não podia arriscar. O choque e horror da descoberta quase deixou a própria Elena vacilante com loucura. Se ela, que amava Stefan, estivera pronta para correr dele gritando, o que esses três fariam? E então havia o assassinato do Sr. Tanner. Se eles soubessem o que Stefan era, eles seriam capazes de acreditar que ele era inocente? Ou, no fundo de seus corações, ele sempre iriam suspeitar dele?
Elena fechou seus olhos. Era perigoso demais. Meredith e Bonnie e Matt eram seus amigos, mas isso era uma coisa que ela não podia dividir com eles. Em todo o mundo, não havia ninguém em quem ela pudesse confiar esse segredo. Ela teria que mantê-lo sozinha.
Ela se endireitou e olhou para Matt. “Ele tem medo de médicos, mas uma enfermeira talvez não tenha problema.” Ela se virou para onde Bonnie e Meredith estavam ajoelhadas perante a lareira. “Bonnie, e quanto a sua irmã?”
"Mary?" Bonnie olhou para seu relógio. “Ela está com o turno noturno na clínica essa semana, mas ela provavelmente já está em casa. Só”
“Então é isso. Matt, vá com Bonnie e peça a Mary para vir aqui e dar uma olhada no Stefan. Se ela achar que ele precisa de um médico, eu não irei mais discutir.”
Matt hesitou, então exalou severamente. “Está certo. Eu ainda acho que você está errada, mas  vamos, Bonnie. Vamos quebrar algumas leis de trânsito.”
Enquanto eles saiam pela porta, Meredith permaneceu de pé ao lado da lareira, observando Elena com firmes olhos negros.
Elena forçou a si mesma encontrar-los. “Meredith... eu acho que todos vocês deviam ir.”
“Você acha?” Aqueles olhos negros permaneceram nela firmemente, como se tentando penetrar e ler sua mente. Mas Meredith não fez nenhuma outra pergunta. Após um momento ela acenou, e seguiu Matt e Bonnie sem uma palavra.
Quando Elena ouviu a porta no fim da escada fechar, ela afobadamente endireitou uma luminária que estava deitada de ponta cabeça ao lado da cama e a ligou.
Agora, por fim, ela podia avaliar os ferimentos do Stefan.
Sua cor parecia pior do que antes; ele estava literalmente quase tão branco quanto os lençóis debaixo dele. Seus lábios estavam brancos, também, e Elena de repente pensou em Thomas Fell, o fundador de Fell’s Church. Ou, ao invés, na estátua de Thomas Fell, deitada ao lado de sua esposa em uma tampa de pedra na tumba deles. Stefan estava da cor daquele mármore.
Os cortes e arranhões em suas mãos eram de um roxo lívido, mas eles não estavam mais sangrando. Ela gentilmente virou a cabeça dele para olhar seu pescoço.
E ali estava. Ela tocou o lado de seu próprio pescoço automaticamente, como se para verificar a semelhança. Mas as marcas de Stefan não eram furos pequenos. Elas eram rasgos profundos e selvagens na carne. Ele parecia que tinha sido espancado por algum animal que havia tentado despedaçar sua garganta.
Raiva incandescente queimou por Elena de novo. E com isso, ódio. Ela percebeu que apesar de seu nojo e fúria, ela não havia realmente odiado Damon antes. Não realmente. Mas agora... agora, ela odiava . Ela o detestava com uma intensidade de emoções que nunca sentira por ninguém em sua vida. Ela queria machucá-lo, fazê-lo pagar. Se ela tivesse uma estaca de madeira no momento, ela teria martelado-a no coração de Damon sem arrependimento.
Mas agora ela tinha que pensar em Stefan. Ela estava tão terrivelmente quieto. Essa era coisa mais difícil de suportar, a falta de propósito ou resistência em seu corpo, o vazio.
Era isso. Era como se ele tivesse demitido-se dessa forma e a deixado com um vaso vazio.
"Stefan!" Sacudí-lo não adiantou nada. Com uma mão no centro de seu peito frio, ela tentou detectar um batimento. Se tivesse um, era fraco demais para sentir.
Fique calma, Elena, ela disse à si mesma, afastando a parte de sua mente que queria entrar em pânico. Essa parte estava dizendo, “E se ele estiver morto? E se ele realmente estiver morto, e nada que você possa fazer irá salvá-lo?”
Espiando pela sala, ela viu a janela quebrada. Cacos de vidro estavam no chão debaixo dela. Ela foi até lá e pegou um, notando como brilhava na luz do fogo. Uma coisa linda, com uma ponta como a de uma lâmina, ela pensou. Então, deliberadamente, entrando de cabeça, ela cortou seu dedo com ele.
A dor a fez arfar. Após um instante, o sangue começou a fluir do corte, pingando pelo seu dedo como cera de um castiçal. Rapidamente, ela se ajoelhou ao lado de Stefan e colocou seu dedo nos lábios dele.
Com sua outra mão, ela prendeu a mão indiferente dele, sentindo a dureza do anel de prata que ele usava. Ela mesma imóvel como uma estátua, ajoelhou-se ali e esperou.
Ela quase perdeu o primeiro minúsculo relampejo de resposta. Seus olhos estavam fixos no rosto dele, e ela capturou o minuto em que seu peito começou a se erguer somente na sua visão periférica. Mas então os lábios abaixo de seu dedo tremerem e se separaram ligeiramente, e ele engoliu automaticamente.
“É isso,” Elena sussurrou. “Vamos, Stefan.”
Os cílios dele se agitaram, e com uma clara alegria ela sentiu os dedos dele retornarem a pressão dos dela. Ele engoliu novamente.
“Sim.” Ela esperou até que os olhos dele piscassem e lentamente abrissem antes de se sentar.
Então ela apalpou com uma mão a gola alta de seu suéter, deixando-o de fora do caminho.
Aqueles olhos verdes estavam estupefatos e pesados, mas tão teimosos como ela os conhecia. “Não,” Stefan disse, sua voz um sussurro rachado.
“Você tem que fazer, Stefan. Os outros estão voltando e trazendo uma enfermeira com eles. Eu tive que concordar com isso. E se você não estiver bem o bastante para convencê-la que não precisa de um hospital...” Ela deixou a sentença inacabada. Ela mesma não sabia o que um médico ou um técnico de laboratório achariam ao examinar Stefan. Mas ela sabia que ele sabia, e isso o faria ficar assustado.
Mas Stefan só pareceu mais obstinado, virando seu rosto para longe dela. “Não posso,” ele sussurrou. “É perigoso demais. Já tomei... demais… noite passada."
Poderia ter sido na noite passada? Parecia há um ano. “Isso irá me matar?” ela perguntou. “Stefan, me responda! Isso irá me matar?"
“Não...” Sua voz estava mal-humorada. “Mas”
“Então você tem que fazer isso. Não discuta comigo!” Inclinando-se sobre ele, segurando sua cabeça junto à dela, Elena pode sentir a sua necessidade dominante.
Ela ficou impressionada que ele estava até mesmo tentando resistir. Era como um homem faminto em frente a um banquete, incapaz de tirar seus olhos dos pratos fumegantes, mas se recusando a comer.
“Não,” Stefan disse de novo, e Elena sentiu uma onda de frustração passar por ela. Ele era a única pessoa que já conhecera que era tão teimosa quanto ela.
“Sim. E se você não cooperar eu vou cortar outra coisa, como o meu pulso.” Ela estivera pressionando seu dedo no lençol para parar o sangue; agora ela o segurava na direção dele.
As pupilas dele dilataram, seus lábios se separaram. “Demais... já foi,” ele murmurou, mas seu olhar permaneceu no dedo dela, na clara gota de sangue na ponta. “E eu não posso... controlar...”
“Está tudo bem,” ela sussurrou. Ela passou o dedo pelos lábios dele novamente, sentindo-os abrir para recebê-lo; então, ela se inclinou por sobre ele e fechou seus olhos.
Sua boca estava fria e seca enquanto tocava a garganta dela. Sua mão prendeu a parte de trás do pescoço dela enquanto os seus lábios procuravam os dois furinhos que já estavam lá. Elena forçou-se a não recuar da picada breve da dor. Então ela sorriu.
Antes, ela tinha sentido a necessidade agonizante dele, sua fome impulsora. Agora, pelo laço que eles compartilhavam, ela sentia somente uma poderosa alegria e satisfação. Profunda satisfação a medida que a fome era gradualmente aliviada.
Seu próprio prazer vinha de dar, de saber que estava sustentando Stefan com sua própria vida. Ela podia sentir a força fluindo por ele.
Em tempo, ela sentiu a intensidade da necessidade diminuir. Ainda assim, isso não queria dizer que ela se fora, e ela não pôde entender quando Stefan tentou empurrá-la para longe.
“É o bastante,” ele rangeu, forçando os ombros dela para cima. Elena abriu seus olhos, seu prazer sonhador quebrado. Os próprios olhos dele estavam verdes como folhas de mandrágora, e em seu rosto ela viu a fome feroz de um predador.
“Não é o bastante. Você ainda está fraco”
“É o bastante para você.” Ele a empurrou de novo, e ela viu algo como desespero brilhar naqueles olhos verdes. “Elena, se eu tomar muito mais, você irá começar a mudar. E se você não se afastar, se você não se afastar de mim agora...”
Elena retirou-se do pé da cama. Ela o observou se sentar e se ajustar ao manto escuro. Na luz da luminária, ela viu que sua pele tinha recuperado alguma cor, um rubor leve revestindo sua palidez. O cabelo dele estava secando em mar baderneiro de ondas escuras.
“Eu senti sua falta,” ela disse suavemente. Alívio palpitou por ela de repente, uma dor que era quase tão ruim quanto o medo e a tensão foram. Stefan estava vivo; ele estava falando com ela. Tudo ia ficar bem afinal.
“Elena...” Os olhos deles se encontraram e ela foi presa por um fogo verde. Inconscientemente, ela se moveu na direção dele, e então parou quando ela riu alto.
“Eu nunca te vi desse jeito antes,” ele disse, e ela olhou para baixo para si mesma. Seus sapatos e jeans estavam encrostados com lama vermelha, que estava também generosamente untada no resto dela. Sua jaqueta estava rasgada e estava vazando seu enchimento. Ela não tinha dúvida de que seu rosto estava manchado e sujo, e ela sabia que seu cabelo estava embaraçado e desordenado. Elena Gilbert, a imaculada fashionista da Robert E. Lee, estava uma bagunça.
“Eu gosto,” Stefan disse, e dessa vez ela riu com ele.
Eles ainda estavam rindo quando a porta abriu. Elena se endureceu alertamente, puxando sua gola rulê, olhando ao redor do quarto por alguma evidência que pudesse traí-los. Stefan sentou-se mais reto e lambeu seus lábios.
“Ele está melhor!” Bonnie celebrou enquanto entrava no quarto e via Stefan.
Matt e Meredith estavam logo atrás dela, seus rostos iluminados com surpresa e prazer. A quarta pessoa que entrou era só um pouco mais velha que Bonnie, mas ela tinha um ar refrescante de autoridade que camuflava sua juventude. Mary McCullough foi diretamente à seu paciente e alcançou seu pulso.
“Então é você que tem medo de médicos,” ela disse.
Stefan pareceu desconcertado por um momento; então, ele se recuperou. “É um tipo de fobia infantil,” ele disse, soando embaraçado. Ele olhou para o lado para Elena, que sorria nervosamente e dava um pequenino aceno. “De qualquer jeito, eu não preciso de um agora, como pode ver.”
“Por que não me deixa julgar isso? Seu pulso está bem. De fato, está surpreendentemente lento, até mesmo para um atleta. Eu não acho que você está com hipotermia, mas ainda está gelado. Vamos tirar a sua temperatura.”
“Não, eu realmente não acho que isso seja necessário.” A voz de Stefan estava baixa, calma. Elena tinha ouvido ele usar aquele voz antes, e ela sabia o que ele estava tentando fazer. Mas Mary não tomou conhecimento algum.
“Abra, por favor.”
“Aqui, eu faço,” disse Elena rapidamente, esticando a mão para pegar o termômetro de Mary.
De algum jeito, quando ela o fez, o pequeno tubo de vidro escapou de sua mão. Ele caiu no chão de madeira e quebrou em diversos pedaços. Er, sinto muito!
“Não importa,” Stefan disse. “Estou me sentindo muito melhor do que estava, e eu estou ficando mais quente.”
Mary reparou na bagunça no chão, então olhou ao redor do quarto, percebendo seu estado pilhado. “Está certo,” ela exigiu, virando-se com as mãos no quadril.
“O que está acontecendo aqui?”
Stefan nem ao menos piscou. “Nada demais. A Sra. Flowers é simplesmente uma dona de casa terrível,” ele disse, olhando-na diretamente nos olhos.
Elena queria rir, e ela viu que Mary queria, também. A garota mais velha fez uma careta e cruzou seus braços no peito ao invés. “Suponho que é inútil esperar uma resposta direta,” ela disse. “E está claro que você não está perigosamente doente. Eu não posso forçá-lo a ir para a clínica. Mas eu veementemente sugiro que você faça um checkup amanhã.”
“Obrigado,” disse Stefan, o que, Elena notou, não era o mesmo que concordar.
“Elena, você está com cara de que precisa de um médico,” disse Bonnie. “Você está branca como um fantasma.”
“Eu só estou cansada,” Elena disse. “Foi um longo dia.”
“Meu conselho é ir para casa e deitar-se – e ficar lá,” Mary disse. “Você não está anêmica, está?”
Elena resistiu ao impulso de colocar uma mão em sua bochecha. Ela estava tão pálida? “Não, eu só estou cansada,” ela repetiu. “Nós podemos ir para casa agora, se Stefan estiver bem.”
Ele concordou tranquilizadoramente, a mensagem em seus olhos somente para ela. “Dê-nos um minuto, sim?” ele disse para Mary e os outros, e eles recuaram para a escada.
“Tchau. Cuide de si mesmo,” Elena disse em voz alta enquanto o abraçava. Ela sussurrou, “Por que você não usou os seus Poderes em Mary?”
“Eu usei,” ele disse carrancudamente no ouvido dela. “Ou pelo menos eu tentei. Eu ainda devo estar fraco. Não se preocupe; passará.
“É claro, passará,” disse Elena, mas seu estômago embrulhou. “Tem certeza que deve ficar sozinha, contudo? E se”
“Eu vou ficar bem. Você é quem não deveria ficar sozinha.” A voz de Stefan estava suave mas urgente. “Elena, eu não tive uma chance de alertá-la. Você estava certa sobre Damon estar em Fell’s Church.”
“Eu sei. Ele fez isso com você, não fez?” Elena não mencionou que ela fora procurar por ele.
“Eu – não me lembro. Mas ele é perigosos. Mantenha Bonnie e Meredith com você hoje a noite, Elena. Eu não quero você sozinha. E tenha certeza de que ninguém convide um estranho para a sua casa.”
“Nós estamos indo direto para a cama,” Elena prometeu, sorrindo para ele. “Nós não iremos convidar ninguém.”
“Tenha certeza disso.” Não havia nenhuma petulância em seu tom, ela concordou lentamente.
“Eu entendo, Stefan. Nós teremos cuidado.”
“Bom.” Eles se beijaram, um mero encostar de lábios, mas suas mãos unidas se separaram reluntatemente. “Diga aos outros ‘obrigado’,” ele disse.
“Eu direi.”
Os cinco se reagruparam do lado de fora da pensão, Matt oferecendo-se para levar Mary e para casa para que Bonnie e Meredith pudessem voltar com Elena. Mary claramente ainda estava suspeita sobre os acontecimentos da noite, e Elena não podia culpá-la. Ela também não podia pensar. Ela estava cansada demais.
“Ele disse para dizer ‘obrigado’ a todos vocês,” ela se lembrou depois de Matt ter partido.
“Ele... não tem de quê,” Bonnie disse, dividindo as palavras com um bocejo enorme enquanto Meredith abria a porta do carro para ela. Meredith não disse nada. Ela estivera muito quieta desde que deixara Elena sozinha com Stefan.Bonnie riu repentinamente. “Uma coisa que todos esquecemos,” ela disse. “A profecia.”
“Que profecia?” disse Elena.
“Sobre a ponte. Aquela que você disse. Bem, você foi para a ponte e a Morte não estava esperando lá afinal de contas. Talvez você entendeu mal as palavras.”
“Não,” disse Meredith. “Nós ouvimos as palavras corretamente.”
“Bem, então, talvez seja outra ponte. Ou... hmmm…” Bonnie aninhou-se em seu casaco, fechando seus olhos, e não se incomodou em terminar.
Mas a mente de Elena completou a sentença por ela. Ou outra hora.Uma coruja piou do lado de fora enquanto Meredith ligava o carro. 

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Capítulo 3 [Diários do vampiro - O confronto]

Posted by Unknown on 08:55


Bonnie encarou-a. “Eu não me lembro de nada sobre a ponte. Não parecia como se fosse uma ponte.”
“Mas você disse, no final. Eu pensei que você se lembrasse...” A voz de Elena se perdeu. “Você não lembra esta parte,” ela disse insípidamente. Não era uma pergunta.
“Eu me lembro de estar sozinho, em algum lugar gelado e escuro, e sentindo-me fraca... e com sede. Ou era com fome? Eu não sei, mas eu precisava de... alguma coisa. E eu quase queria morrer. E então você me acordou.”
Elena e Meredith trocaram olhares. “E depois disso,” Elena disse para Bonnie, “você disse mais uma coisa, em uma voz estranha. Você disse para não ir à ponte.”
“Ela disse para você não ir à ponte.” Meredith corrigiu. “Você em particular, Elena. Ela disse que Morte estava esperando.”
“Eu não me importo com o que está esperando,” disse Elena. “Se lá é onde Stefan está, é para lá que estou indo.”
“Então é para lá que nos todas estamos indo,” disse Meredith.
Elena hesitou. “Eu não posso pedir para vocês fazerem isto,” ela disse devagar. “Lá pode ter perigo - de um tipo que vocês não conhecem. Pode ser melhor eu ir sozinha.”
“Você esta brincando?” Bonnie disse, esticando o seu queixo. “Nós amamos perigo. Eu quero ser jovem e bonita na minha sepultura, lembra?”
“Não,” disse Elena rapidamente. “Você foi quem disse que não era um jogo.”
“E não é para Stefan também,” Meredith as lembrou. “Não estamos fazendo muito bem para ele paradas aqui.”
Elena já estava tirando o seu quimono, movendo-se até o closet. “É melhor nos agasalharmos. Peguem qualquer coisa que você quiserem para se manterem quente,” ela disse.
Quando elas estavam mais ou menos vestidas para o tempo, Elena virou-se para a porta. Então ela parou.
“Robert,” ela disse. “Não tem como passarmos por ele para a porta da frente, mesmo se ele estiver dormindo.”
Simultaneamente, as três viraram-se para a janela.
“Oh, maravilhoso,” disse Bonnie.
Enquanto elas escalavam o marmeleiro, Elena percebeu que tinha parado de nevar. Mas o ar frio na sua bochecha a fez lembrar-se das palavras de Damon. O inverno é uma estação rancorosa, ela pensou, ela tremeu.
Todas as luzes da casa estavam apagadas, incluindo as da sala de estar. Robert já devia ter ido dormir. Mesmo assim, Elena prendeu sua respiração enquanto elas rastejavam pelas janelas escuras. O carro de Meredith estava um pouco mais para baixo na rua. No último minuto, Elena decidiu pegar uma corda, e ela abriu silenciosamente a porta de trás para a garagem. Havia uma rápida correnteza no Riacho Drowning, e atravessar seria perigoso.
O caminho até o final da cidade foi tenso. Enquanto elas passavam pelos arredores da floresta, Elena se lembrou da maneira que as folhas caíram nela no cemitério. Particularmente folha de carvalho.
“Bonnie, as folhas de carvalho tem algum significado especial? Sua avó falou alguma vez sobre elas?”
“Bem, elas são sagradas para os Druidas. Todas as árvores são, mas os carvalhos são os mais sagrados. Eles acham que o espírito das árvores deu a eles poderes.”
Elena digeriu isto em silêncio. Quando elas alcançaram a ponte e saíram do carro, ela deu um olhar inquieto para os carvalhos no lado direito da estrada. Mas a noite estava clara e estranhamente calma, e nenhuma brisa agitou as folhas secas deixadas nos galhos.
“Procurem por um corvo,” ela disse para Bonnie e Meredith.
“Um corvo?” Meredith disse agudamente. “Como o corvo do lado de fora da casa de Bonnie na noite em que Yangtze morreu?”
“Nesta noite Yangtze foi morto. Sim.” Elena se aproximou das águas escuras do Riacho Drowning com os batimentos acelerados. Tirando o seu nome, não era uma enseada, mas sim um rio de forte correnteza com bancos de argila vermelha nativa. Acima dela encontrava-se a Ponte Wickery, uma estrutura de madeira construída à quase um século atrás. Uma vez, tinha sido forte o suficiente para suportar vagões; agora era apenas uma passarela que ninguém usado, pois estava muito fora de caminho. Era um lugar inútil, solitário e hostil, Elena pensou. Aqui e ali havia porções de neve na terra.
Apesar das palavras bravas mais cedo, Bonnie estava andando para trás. “Lembra da última vez que cruzamos essa ponte?” Ela disse.
Muito bem, Elena pensou. Na última vez que elas cruzaram a ponte, elas estavam sendo perseguidas por... alguma coisa...do cemitério. Ou alguém, ela pensou.
“Nós não vamos atravessar ainda,” ela disse. “Primeiro temos que olhar embaixo, deste lado”
Os faróis do carro iluminaram apenas uma pequena porção da margem embaixo da ponte. Enquanto Elena saia do caminho estreito de luz, ela sentiu uma vibração nauseante de pressentimento. Morte estava esperando, a voz disse. Estava a Morte aí embaixo?
Seus pés escorregaram nas pedras úmidas e cheias de limo. Tudo o que ela podia ouvir era a pressa da água, e seu eco oco vindo da ponte sobre sua cabeça. E, embora ela tenha forçado sua visão, tudo o que ela pode ver no escuro foi à margem bruta e os cavaletes de madeira da ponte.
“Stefan?” ela murmurou, e ela estava quase feliz que o barulho da água cobriu sua voz. Ela se sentiu como uma pessoa chamando “quem está ai?” para uma casa vazia, ainda com medo do que poderia responder.
“Isto não está certo,” disse Bonnie atrás dela.
“O que você quer dizer?”
Bonnie estava olhando em volta, agitando sua cabeça ligeiramente, seu corpo tenso de concentração. “Só parece errado. Eu não bem, por uma coisa eu não ouvi o rio antes. Eu não podia ouvir nada realmente, apenas o silêncio morto.”
O coração de Elena caiu com desânimo. Parte dela sabia que Bonnie estava certa, que Stefan não estava neste lugar selvagem e solitário. Mas parte dela estava muita assustada para ouvir.
“Temos que ter certeza,” ela disse através do aperto em seu peito, e ela moveu-se mais para dentro da escuridão, sentindo o seu caminho em frente, pó não poder ver. Mas no final ela teve que admitir que não havia nenhum sinal que alguma pessoa tivesse estado recentemente aqui. Nenhum sinal de uma cabeça escura na água, também. Ela limpou as mãos frias e enlameadas no seu jeans.
“Nós podemos checar o outro lado da ponte,” disse Meredith, e Elena concordou mecanicamente. Mas ela não precisa olhar a expressão no rosto de Bonnie para saber o que elas achariam. Este era o lugar errado.
“Vamos apenas sair daqui,” ela disse, escalando através da vegetação para a cunha de luz além da ponte. Assim que tinha alcançado isto, Elena congelou.
Bonnie engasgou. “Oh, Deus“
“Volte,” sibilou Meredith. “Até a margem.”
Uma figura preta foi claramente representada contra os faróis do carro acima. Elena, olhando com o coração batendo descontroladamente, não podia dizer nada sobre isto além de que era um macho. A face estava na escuridão, mas ela teve um sentimento terrível.
Estava se movendo até elas.
Abaixando-se rapidamente para ficar fora de vista, Elena encolheu-se contra a margem lamacenta embaixo da ponte, empresando a si própria o máximo que podia.
Elas não podiam ver nada daqui, mas de repente houve um ruído de passos pesados na ponte. Mal ousando respirar, elas aderiram-se uma a outra, as faces para cima. Os passos pesados rangeram através das tábuas de madeira, movendo-se para longe delas.
Por favor, deixe-o continuar indo, pensou Elena. Oh, por favor...
Ela afundou seus dentes nos lábios, e então Bonnie choramingou suavemente, sua mão gelada agarrando a de Elena. Os passos estavam retornando.
Eu deveria ir lá, Elena pensou. Sou eu quem ele quer, não elas. Foi isso o que ele disse. Eu deveria ir lá e enfrentá-lo, e talvez ele deixe Bonnie e Meredith irem. Mas a raiva impetuosa que tinha sustentado-a esta manhã estava em cinzas agora. Com toda a sua força de vontade, ela não poderia soltar sua mão da de Bonnie, não poderia se separar.
Os passos soaram logo acima delas. Então houve um silêncio, seguido por um som de algo escorregando na margem.
Não, pensou Elena, seu corpo carregado com medo. Ele estava descendo. Bonnie lamentou e enterrou sua cabeça contra os ombros de Elena, e Elena sentiu todos os seus músculos tensos enquanto ela via o movimento pé, pernas aparecendo da escuridão. Não...
“O que vocês estão fazendo aqui?”
A mente de Elena recusou-se a processar esta informação de primeira. Ela estava em pânico ainda, e ela quase gritou enquanto Matt deu outro passo para a margem, fitando para baixo da ponte.
“Elena? O que você está fazendo?” ele disse de novo.
Bonnie levantou a cabeça. A respiração de Meredith explodiu em alívio. Elena se sentiu como se seus joelhos fossem ceder.
“Matt”, ela disse. Foi tudo o que ela pode reproduzir.
Bonnie foi mais eloqüente. “O que você acha que você está fazendo? Ela disse em tons elevados. “Tentando nos dar um ataque do coração? O que você está fazendo aqui fora a está hora à noite?”
Matt colocou uma mão no seu bolso, trocando rapidamente. Enquanto elas emergiam debaixo da ponte, ele olhou para fora além do rio. “Eu segui vocês.”
“Você o que?” disse Elena.
Relutante, ele se balançou para encarar ela. “Eu segui vocês,” ele repetiu, seus ombros tensos. “Eu percebi que você encontraria uma maneira de enganar sua tia e sair de novo. Então eu sentei no meu carro do outro lado da rua e observei a sua casa. Certo o suficiente, vocês três desceram pela janela. Então eu segui vocês até aqui.
Elena não sabia o que falar. Ela estava furiosa, é claro, ele tinha provavelmente deito isto só para manter sua promessa com Stefan. Mas o pensamento de Matt sentado lá fora no seu velho e batido Ford, provavelmente congelando até a morte e sem suprimento... Isto deu a ela uma estranha angústia que ela não queria prolongar.
Ele estava olhando para o rio novamente. Ela se aproximou dele e falou calmamente.
“Desculpe-me, Matt,” ela disse. “Sobre como eu te tratei em casa, e sobre” Ela procurou atrapalhadamente por um minuto e então desistiu. Sobre tudo, ela pensou desesperançada.
“Bem, desculpe-me por assustar vocês ainda pouco.” Ele se virou veloz para encará-la, como se isso resolvesse a questão. “Agora vocês podem, por favor, me contar o que vocês pensavam que estavam fazendo?”
“Bonnie pensava que Stefan poderia estar aqui.”
“Bonnie não,” disse Bonnie. “Bonnie disse logo que era o lugar errado. Nós estávamos procurando por um lugar quieto, sem barulho, e fechado. E me senti... cercada.” Ela explicou para Matt.
Matt olhou para ela cuidadosamente, como se ele pudesse morder. “Certamente você sentiu,” ele disse.
“Havia pedras em volta de mim, mas não como as pedras desse rio.”
“Uh, não, é claro que não eram.” Ele olhou pelo canto dos olhos para Meredith, que teve pena dele.
“Bonnie teve uma visão,” ela disse.
Matt recuou um pouco, e Elena pode ver seu perfil nos faróis. Pela sua expressão, ela poderia dizer que ele não sabia se fugia ou se as levava para o manicômio mais próximo.
"Não é uma brincadeira." ela disse. "Bonnie é psíquica, Matt. Eu sei que eu sempre disse que não acreditava este tipo de coisa, mas eu estava errada. Você não sabe o quanto errada. Nesta noite, ela - ela sincronizou na mente de Stefan de alguma forma e teve um relança de onde ele está.
Matt deu um longo suspiro. "Eu vejo. Okay..."
"Não me proteja! Eu não sou burra, Matt, e eu estou te falando que é verdade. Ela estava lá, com Stefan; ela sabia de coisas que apenas ele saberia. E ela viu o lugar em que ele está aprisionado."
"Aprisionado," disse Bonnie. "É isso. Não era definitivamente algo aberto como um rio. Mas havia água, água até o meu pescoço. O pescoço dele. E paredes de pedra em volta, coberta com musgo espesso. A água era gelada e cheirava mal também.
"Mas o que você viu?" Elena disse.
"Nada. Era como se estivesse cega. De alguma forma eu sabia que se houvesse até mesmo o mais fraco raio de luz eu seria capa de ver, mas eu não pude. Estava negro como um túmulo."
"Como um túmulo..." Um fino arrepio passou por Elena. Ela pensou sobre a igreja arruinada acima do cemitério. Havia um túmulo lá, um túmulo que ela pensou ter se aberto uma vez.
"Mas um túmulo não seria tão molhado," Meredith falou.
"Não... mas eu não tenho idéia nenhuma de onde isto pode ser então," Bonnie disse. "Stefan não estava realmente em seu juízo perfeito; ele estava tão fraco e tão machucado. E com tanta sede—"
"Elena abriu a boca para parar Bonnie de continuar, mas no mesmo momento Matt interrompeu.
"Eu vou dizer com o que isto parece para mim," ele disse.
As três garotas olharam para ele, ligeiramente separado do grupo como se fosse um ouvinte. Elas quase tinham se esquecido dele.
"Poço?" disse Elena.
"Exatamente," ele disse. "Quero dizer, isto parece com um poço."
Elena piscou, excitação agitando-se nela. "Bonnie?"
"Poderia ser," disse Bonnie lentamente. "O tamanho, as paredes e tudo estariam certas. Mas um poço é aberto; eu seria capaz de ver as estrelas."
"Não se estivesse coberto," disse Matt. "Muitas das fazendas antigas por aqui têm poços que não são mais usados, e alguns fazendeiros cobrem eles para ter certeza que crianças pequenas não caiam. Meus avôs fazem isto."
Elena não podia conter sua agitação mais. "Pode ser isto. Tem que ser isto... Bonnie, lembre-se, você disse que é sempre escuro lá."
"Sim, e tinha uma sensação de subsolo." Bonnie estava agitada, também, mas Meredith interrompeu com uma pergunta seca.
"Quantos poços você acha que existe em Fell's Church, Matt?"
"Dúzias, provavelmente," ele disse. "Mas cobertos? Não tantos. E se você esta sugerindo que alguém jogou Stefan nele, então não pode ser um lugar onde pessoas possam ver isto. Provavelmente algum lugar abandonado..."
"E o carro dele foi encontrado nesta rota," disse Elena.
"O velho lugar dos Francher," disse Matt.
Todos olharam de um para o outro. A casa da fazenda dos Francher tinha sido arruinada e abandonada por mais tempo que alguém podia lembrar. Encontrava-se no meio da floresta, e a mesma tinha se apossado dela há quase um século atrás.
“Vamos lá,” adicionou Matt simplesmente.
“Elena colocou uma mão no seu braço. “Você acredita?”
Ele olhou para longe por um momento. “Eu não sei em que acreditar,” ele disse por fim. “Mas eu estou indo.”
Eles se separaram e pegaram ambos os carros, Matt com Bonnie na frente, e Meredith seguindo com Elena. Matt pegou uma pequena e em desuso estradinha para dentro da floresta até ela desaparecer.
“A partir daqui a gente anda,” ele disse.
Elena estava feliz por ter pensado em trazer uma corda; eles precisariam dela se Stefan estivesse mesmo no poço dos Francher. E se ele não estivesse...
Ela não se deixaria pensar sobre isto.
Era difícil seguir pelo meio da floresta, especialmente no escuro. A vegetação rasteira era espessa, e os galhos mortos chegavam a arranhar eles. Mariposas se agitavam em volta deles, roçando na bochecha de Elena com asas invisíveis.
Eventualmente, eles chegaram a uma clareira. As fundações da velha casa podiam ser vistas, construções de pedra amarradas ao chão, agora, por ervas daninhas e espinheiros. Na maior parte, a chaminé estava ainda intacta, com, com lugares ocos onde o concreto havia mantido junto uma vez, como um monumento em desintegração.
“O poço deve ser em algum lugar lá atrás,” Matt disse.
Foi Meredith que encontrou o poço e chamou os outros. Eles se reuniram em volta e olharam para a planície, blocos quadrados de pedra quase no nível do solo.
Matt parou e examinou a sujeira e as ervas daninhas em volta. “Foi movido recentemente,” ele disse.
Foi neste momento que o coração de Elena começou a bater fervorosamente. Ela podia o sentir ecoando na sua garganta e nas pontas dos seus dedos. “Vamos tirar isto,” ela disse numa voz mal acima de um sussurro.
A laje de pedra era tão pesada que Matt nem podia deslocá-la. Finalmente todos os quatro puxaram, empurrando-se de encontro com o chão dela, até que, com um gemido, o bloco se moveu uma fração de polegada. Uma vez que havia uma minúscula abertura entre a pedra e o poço, Matt usou um galho morto para erguer como uma alavanca, alargando a abertura. Então eles todos puxaram de novo.
Quando houve uma abertura larga o suficiente para sua cabeça e ombros, Elena curvou-se, olhando para dentro. Ela estava quase amedrontada para confiar.
“Stefan?”
Os segundos depois, pairando sobre esta abertura escura, olhando para baixo para a escuridão, ouvindo apenas os ecos dos seixos agitados pelo movimento dela, foram agonizantes. Então, incrivelmente, houve outro som.
“Quem—? Elena?”
“Oh, Stefan!” O alívio a fez ficar fora de si. “Sim! Estou aqui, estamos aqui, e vamos tirá-lo daí. Você está bem? Você está machucado?” A única coisa que parou ela de tombar a si mesma no poço foi Matt pegando-a por trás. “Stefan, segure-se, nós temos uma corda. Diga-me que você está bem.”
Houve um fraco, quase irreconhecível som, mas Elena soube o que era. Uma risada. A voz de Stefan estava abatida, mas inteligível. “Eu já estive melhor,” ele disse. “Mas eu estou vivo. Quem está com você?”
“Sou eu. Matt,” disse Matt libertando Elena. Ele se curvou para o buraco. Elena, quase delirando de euforia, notou que ele estava com um olhar ligeiramente atordoado. “E Meredith e Bonnie, que vai dobrar algumas colheres para nós depois. Eu vou atirar uma corda para você... Aí está, a não ser que Bonnie possa levitar você para fora.” Ainda de joelhos, ele se virou para olhar para Bonnie.
Ela deu um tabefe no topo da cabeça dele. “Não brinque sobre isto! Traga ele para cima!”
“Sim, senhora (ma’am),” disse Matt, um pouco tonto. “Aqui, Stefan. Você terá que amarrar isto em volta de você.”
“Sim,” disse Stefan. Ele não podia argumentar sobre seus dedos insensíveis por causa do frio ou se eles conseguiriam ou não transportar o seu peso para cima. Não havia outra maneira.
“Não!” A voz estava fraca e rouca, e tinha vindo da figura sem força que Elena embalava.
Ela sentiu Stefan se encolher, sentiu ele lentamente levantar a cabeça. Seus olhos verdes fixos nos dela, e ela viu urgência neles.
“Sem... médicos.” Aqueles olhos queimaram nos olhos dela. “Prometa... Elena.”
Os próprios olhos de Elena arderam e sua visão embaçou. “Eu prometo,” ela murmurou. Então ela sentiu o que quer que estivesse mantendo ele consciente, a corrente de pura força de vontade e determinação, entrar em colapso. Ele caiu nos braços dela, inconsciente.


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Capítulo 2 [Diários do vampiro - O confronto]

Posted by Unknown on 10:09


Um crepúsculo sobrenatural suspendia-se por sobre o cemitério abandonado. Neve embaçava os olhos de Elena, e o vento insensibilizava o seu corpo como se ela tivesse entrado numa correnteza de água gelada. No entanto, teimosamente, ela não retornou para o cemitério novo e para a estrada além dele. Considerando o melhor que pode, a Ponte Wickery estava logo à sua frente. Ela se dirigiu para lá.
A polícia achou o carro abandonado de Stefan na Estrada Old Creek. Isto significava que ele havia deixado-o em algum lugar entre Riacho Drowning e a floresta. Elena tropeçou no caminho que seguia através do cemitério, mas ela continuou se movendo, a cabeça baixa, os braços apertando seu suéter claro para si. Ela conhecia este cemitério toda a sua vida, e ela poderia achar seu caminho através dele cega.
No momento em ela que cruzou a ponte, seus temores tinha tornado-se dolorosos. Não estava nevando tão forte agora, mas o vento estava ainda pior. Ele cortava através de suas roupas como se elas fossem de papel, e tomaram o seu fôlego.
Stefan, ela pensou, e virou-se para a Estrada Old Creek, marchando para o norte. Ela não acreditava no que Damon tinha dito. Se Stefan estivesse morto ela saberia. Ele estava vivo, em algum lugar, e ela tinha de achá-lo. Ele poderia estar em qualquer lugar fora desta claridade rodopiada; ele poderia estar ferido, congelando. Vagamente, Elena sentiu que já não estava sendo racional. Todos os seus pensamentos tinha se restringido em apenas uma idéia. Stefan. Encontrar Stefan.
Estava se tornando mais difícil continuar pela estrada. Na sua direita estavam os carvalhos, na sua esquerda, as águas rápidas do Riacho Drowning. Ela vacilou e desacelerou. O vento não mais parecia tão forte, mas ela se sentia muito cansada. Ela precisava se sentar e descansar, por apenas um minuto.
Enquanto ela desfalecia ao lado da estrada, ela de repente percebeu o quanto tinha sido boba saindo para procurar Stefan. Stefan viria a ela. Tudo o que ela precisava fazer era sentar e esperar. Ele provavelmente estava vindo agora mesmo.
Elena fechou os olhos e inclinou sua cabeça contra os seus joelhos esticados. Ela se sentia muito mais aquecida agora. Sua mente deixava-se levar e ela viu Stefan, o viu sorrindo para ela. Os braços dele em volta dela eram fortes e seguros, e ela relaxou contra ele, feliz por deixar o medo e a tensão. Ela estava em casa. Ela estava onde pertencia. Stefan não deixaria nada machucá-la.
Mas então, em vez de abraçá-la, Stefan estava sacudindo-a. Ele estava arruinando a bela tranqüilidade de seu descanso. Ela viu o seu rosto, pálido e urgente, seus olhos verdes escurecidos com o sofrimento. Ela tentou falar para ele ficar calmo, mas ele não ouvia. Elena, levante-se, ele dizia, e ela sentiu a força naqueles olhos verdes querendo que ela fizesse isto. Elena, levante-se agora
“Elena, levante-se!” a voz estava alta e fina e amedrontada. “Vamos lá, Elena!” Levante-se! Nos não podemos carregar você!”
Piscando, Elena trouxe uma face para seu foco. Era pequena e tinha forma de um coração, com uma bela, e quase translúcida pele, constituída por massas de cachos macios e vermelhos. Grandes olhos castanhos, com flocos de neve nos cílios, olhavam preocupados para ela.
“Bonnie,” ela disse lentamente. “O que você está fazendo aqui?”
“Me ajudando a procurar por você,” falou uma segunda e mais baixa voz no outro lado de Elena. Ela se virou ligeiramente para ver elegantes sobrancelhas arqueadas e pele azeitonada. Os olhos escuros de Meredith, normalmente tão irônicos, estavam aflitos agora, também. “Levante-se, Elena, a menos que você queira se tornar uma princesa do gelo de verdade.”
Havia neve por cima dela toda, como um casaco de pele branco. Duramente, Elena ficou em pé, apoiando-se fortemente nas duas outras garotas. Elas a carregaram até o carro de Meredith.
Deveria estar mais quente dentro do carro, mas as terminações nervosas de Elena estavam voltando à vida, fazendo-a tremer, dizendo para ela o quanto ela estava fria. O inverno é uma estação rancorosa, ela pensou enquanto Meredith dirigia.
“O que está acontecendo, Elena?” disse Bonnie do banco de trás. “O que você pensava que estava fazendo, fugindo da escola desse jeito? E como você pode vir aqui?”
Elena hesitou, então sacudiu sua cabeça. Ela não queria mais nada além de contar para Bonnie e Meredith tudo. Contar à elas toda a terrível história sobre Stefan e Damon e o que tinha realmente acontecido na noite passada com o Sr. Tanner e sobre depois. Mas ela não podia.
Mesmo que elas acreditassem, não era um segredo dela para contar.
“Todo mundo saiu para procurar você,” Meredith falou. “A escola toda estava transtornada, e sua tia estava quase frenética.”
“Desculpa,” falou Elena de forma apática, tentando parar sua tremedeira violenta. Elas viraram na Rua Maple e pararam na casa dela.
Tia Judith estava esperando lá dentro com um cobertor quente. “Eu sabia que se elas te encontrassem, você estaria quase congelada,” ela disse numa voz alegre determinada enquanto ela alcançava Elena. “Neve no dia depois do Dia das Bruxas! Eu mal posso acreditar. Onde vocês garotas encontraram ela?”
“Na Estrada Old Creek , depois da ponte,” disse Meredith.
A face fina de tia Judith perdeu cor. “Perto do cemitério? Onde os ataques aconteceram? Elena, como você pode...?” A voz dela se arrastava para fora enquanto ela olhava para Elena. “Nos não vamos falar mais nada sobre isso agora,” ela falou, tentando readquirir sua maneira alegre. “Vamos tirar essas roupas molhadas.”
“Eu tenho que voltar assim que estiver seca,” disse Elena. Seu cérebro estava funcionando de novo, e uma coisa estava clara: ela não tinha visto realmente Stefan lá fora; tinha sido um sonho. Stefan ainda estava perdido.
“Você não tem que fazer nada do tipo,” disse Robert, o noivo de tia Judith. Elena praticamente não tinha notado ele parado em um dos lados até então. Mas seu tom não tolerou nenhum argumento. “A policia está procurando por Stefan; você deixe para eles o trabalho deles,” ele disse.
“A polícia acha que ele matou o Sr. Tanner. Mas ele não matou. Você sabe disto, não sabe?” Enquanto tia Judith retirava seu mais externo suéter encharcado, Elena olhou de uma face para outra buscando por ajuda, mas elas estavam da mesma forma. “Vocês sabem que ele não fez isto,” ela repetiu, quase desesperadamente.
Houve um silêncio. “Elena,” Meredith falou por fim, “ninguém quer pensar que ele fez. Mas— bem, isto parece mal, ele fugindo dessa forma.”
“Ele não fugiu. Não mesmo! Ele não—”
“Elena, acalme-se,” falou tia Judith. “Não fique tão agitada. Eu acho que você deve estar ficando doente. Estava tão frio lá fora, e você teve apenas poucas horas de sono na noite passada...” Ela colocou uma mão na bochecha de Elena.
De repente era tudo muita coisa para Elena. Ninguém acreditava nela, nem suas amigas e sua família. Neste momento, ela se sentiu rodeada de inimigos.
“Eu não estou doente,” ela choramingou, afastando-se.
“E eu não estou doida também o que quer que vocês pensem. Stefan não fugiu e não matou o Sr. Tanner, e eu não me importo se nenhum de vocês acreditam em mim...” ela parou, sufocando-se. Tia Judith estava preocupada em volta dela, apresando-a escada acima, e ela deixou-se ser apressada. Mas ela não foi para cama quando tia Judith sugeriu que ela deveria estar cansada. Em vez disso, uma vez que ela tinha despertado, ela se sentou no sofá da sala de estar perto da lareira, com cobertores amontoados em volta de si. O telefone tocou a tarde toda, e ela ouviu tia Judith falando com amigos, vizinhos, a escola. Ela afirmou para todos que Elena estava bem. A... a tragédia da noite passada havia inquietado ela um pouco, era tudo, e ela parecia um pouco febril. Mas ela ficaria boa como nova depois de um descanso.
Meredith e Bonnie sentaram do lado dela. “Você quer conversar?” Meredith falou numa voz baixa. Ele balançou a cabeça, olhando para o fogo. Eles estavam todos contra ela. E tia Judith estava errada, ela não estava bem. Ela não estaria bem até que Stefan fosse achado.
Matt passou por lá, neve cobrindo seu cabelo louro e sua parka (jaqueta com capuz) azul escura. Enquanto ele entrava no cômodo, Elena olhou para ele esperançosa. Ontem Matt tinha ajudada a salvar Stefan, quando o resto da escola queria linchar ele. Mas hoje ele retornou seu olhar esperançoso com um de sério pesar, e a preocupação nos seus olhos era apenas para ela.
O desapontamento era insuportável. “O que você está fazendo aqui?” Elena demandou. “Mantendo sua promessa de ‘tomar conta de mim’?
Havia uma tremulação de mágoa em seus olhos. Mas a voz de Matt estava nivelada. “É parte disto, talvez. Mas eu tentaria tomar conta de você de qualquer forma, não importa o que eu tenha prometido. Eu tenho estado preocupado com você. Ouça, Elena—”
Ela não estava com humor para ouvir ninguém. “Bom, eu estou bem, obrigada. Pergunte a qualquer um aqui. Então você poderá parar de se preocupar. Além disso, não sei por que você deveria manter uma promessa para um assassino.”
Surpreendido, Matt olhou para Meredith e Bonnie. Então ele balançou sua cabeça atarantadamente. “Você não está sendo justa.”
Elena não estava com humor para ser justa também. “Eu te disse, você pode parar de se preocupar comigo, e com os meus problemas. Eu estou bem, obrigada.”
A inferência era óbvia. Matt se virou para a porta no mesmo momento em que tia Judith apareceu com sanduíches.
“Desculpe, eu tenho que ir,” ele murmurou, apressando-se para a porta. Ele saiu sem olhar para trás.
Meredith, e Bonnie, e tia Judith e Robert tentaram conversar enquanto eles comiam uma refeição cedo perto do fogo. Elena não podia comer e não falava. O único que não estava péssimo era a irmã de Elena, Margaret. Com o otimismo de quatro anos, ela se aconchegou à Elena e ofereceu alguns de seu doces do Dia das Bruxas.
Elena abraçou sua irmã fortemente, sua face imprensada no cabelo loiro claro de Margaret por um momento. Se Stefan pudesse ter ligado para ela ou enviado uma mensagem para ela, já teria feito nesse momento. Nada no mundo teria impedido ele, ao menos que ele estivesse gravemente ferido, ou preso em algum lugar, ou...
Ela não se deixaria pensar sobre o último “ou”. Stefan estava vivo; ele tinha que estar vivo. Damon era um mentiroso.
Mas Stefan estava com problemas, e ela tinha que achá-lo de algum jeito. Ela preocupou-se com isto durante a noite, desesperadamente tentando pensar num plano. Uma coisa estava clara; Ela estava por sua conta. Ela não podia confiar em ninguém.
Ficou escuro. Elena moveu-se no sofá e forçou um bocejo.
“Eu estou cansada,” Ela disse quietamente. “Talvez eu esteja doente afinal. Eu acho que vou para cama.”
Meredith estava olhando para ela intensamente. “Eu estava pensando, Senhorita Gilbert,” ela disse, virando-se para tia Judith, “que talvez Bonnie e eu devêssemos ficar. Para fazer companhia à Elena.”
“Que idéia ótima,” disse tia Judith, agradecida. “Contanto que seus pais não se importem, eu ficaria feliz em ter vocês aqui.”
“É um longo caminho de volta à Herron. Eu acho que vou ficar, também.” Robert disse, “Eu posso ficar no sofá aqui.” Tia Judith protestou dizendo que havia muitos quartos de hóspedes no andar superior, mas Robert foi inflexível. O sofá estaria bom para ele, ele disse.
Depois de olhar uma vez do sofá para o corredor onde a porta da frente estava claramente no seu campo de visão, Elena sentou impassível. Eles tinham planejado isto entre si, ou pelo menos eles estavam todos nisto agora. Eles estavam tendo certeza de que ela não sairia de casa.
Quando ela saiu do banheiro um pouco mais tarde, envolvida em seu quimono de seda vermelha, ela encontrou Meredith e Bonnie sentadas em sua cama.
“Bem, olá, Rosencrantz e Guildenstern,” ela disse amargamente.
Bonnie, que tinha estado depressiva, agora parecia alarmada. Ela olhou de relance para Meredith duvidosa.
“Ela sabe quem nós somos. Ela quer dizer que acha que nós somos espiãs de sua tia,” Meredith interpretou. “Elena, você deveria perceber que não é isso. Você não pode confiar na gente mesmo?”
“Eu não sei. Eu posso?”
“Sim, pois somos suas amigas.” Antes que Elena pudesse se mover, Meredith pulou da cama e fechou a porta. Então ele se virou para encarar Elena. “Agora, pelo menos uma vez na sua vida, me ouça, sua pequena idiota. É verdade que nós não sabemos o que pensar sobre Stefan. Mas, você não vê, é tudo sua culpa. Desde que você e ele ficaram juntos, você tem excluído a gente. Coisas têm acontecido que você não tem contado para nós. Ou pelo menos não tem contado toda a história. Mas apesar disso, apesar de tudo, nós ainda confiamos em você. Nós ainda nos preocupamos com você. Nós ainda estamos do seu lado, Elena, e queremos te ajudar. E se você não vê isso, então você é uma idiota.”
Lentamente, Elena olhou do escuro e intenso rosto de Meredith para o pálido de Bonnie. Bonnie inclinou a cabeça afirmativamente.
“É verdade,” ela disse, piscando forte como se para conter as lágrimas. “Mesmo se você não goste de nós, ainda gostamos de você.”
Elena sentiu seus próprios olhos se enchendo de lágrimas e sua expressão severa se enrugar. Então Bonnie estava fora da cama, e elas estavam todas se abraçando, e Elena descobriu que não podia deter as lágrimas que escorriam pelo seu rosto.
“Desculpem-me se eu não tenho falado com vocês,” ela disse. “Eu sei que vocês não entendem, e eu não posso nem explicar porque eu não posso contar tudo. Eu apenas não posso. Mas tem uma coisa que eu posso conta a vocês.” Elena recuou, enxugando suas bochechas, e olhos para elas seriamente. “Não importa o quanto as evidências contra Stefan parecem ruins, ele não matou o Sr. Tanner. Eu sei que não, porque eu sei quem matou. E é a mesma pessoa que atacou Vickie, e o velho embaixo da ponte. E—” Ela parou e pensou por um momento. “—e, oh, Bonnie, eu acho que ele matou Yangtze, também.”
“Yangtze?” Os olhos de Bonnie alargaram-se. “Mas por que ele mataria um cachorro?”
“Eu não sei, mas ele estava lá naquela noite, na sua casa. E ele estava... bravo. Desculpe-me, Bonnie.”
Bonnie sacudiu sua cabeça confusamente. Meredith disse, “ Por que você não conta para a polícia?”
A risada de Elena foi ligeiramente histérica. “Eu não posso. Não é algo que eles possam enfrentar. E isto é outra coisa que eu não posso explicar. Vocês disseram que ainda confiam em mim; bem, vocês terão apenas que confiar em mim sobre isto.”
Bonnie e Meredith olharam uma para a outra, então para a colcha, onde os dedos nervosos de Elena estavam retirando fios do bordado. Finalmente, Meredith disse, “Tudo bem. No que nós podemos ajudar?”
“Eu não sei. Nada, a menos que...” Elena parou e olhou para Bonnie. “A menos que,” ela disse, numa voz diferente, “ você possa me ajudar a achar Stefan.”
Os olhos castanhos de Bonnie estavam genuinamente perplexos. “Eu? Mas o que eu posso fazer?” Então, com a inspiração de Meredith, ela disse, “Oh. Oh.”
“Você sabia onde eu estava no dia em que eu fui para o cemitério,” falou Elena. “E você até previu que Stefan estava vindo para a escola.”
“Eu pensei que você não acreditasse em toda essa coisa psíquica,” disse Bonnie fracamente.
“Eu aprendi uma coisa ou duas desde então. Em todo o caso, eu estou disposta a acreditar em qualquer coisa se isto ajuda a achar Stefan. Se houver alguma chance realmente, isto irá ajudar.
Bonnie foi se arqueando, como se tentasse fazer sua já minúscula forma a menor possível. “Elena, você não entende,” ela disse infeliz. “Eu não sou treinada; não é algo que eu possa controlar. E não é um jogo, não mais. Quanto mais você usa estes poderes, mais eles usam você. Eventualmente, eles podem acabar usando você toda hora, você querendo ou não. É perigoso.”
Elena levantou-se e andou até a cômoda com espelho de madeira de cerejeira, olhando para ela sem realmente ver. Enfim, ela se virou.
“Você está certa, não é um jogo. E eu acredito em você sobre o quanto perigoso isto pode ser. Mas não é um jogo para Stefan, também. Bonnie, eu acho que ele está lá fora, em algum lugar, terrivelmente ferido. E não há ninguém para ajudá-lo; ninguém nem ao menos procurando por ele, exceto seus inimigos. Ele pode estar morrendo agora mesmo. Ele pode até estar...” Sua garganta fechou. Ela curvou sua cabeça sobre a cômoda e fez a si mesma tomar um longo suspiro, tentando firmar-se. Quando ela olhou para cima, ela viu que Meredith estava olhando para Bonnie.
Bonnie endireitou seus ombros, postando-se o mais alto que podia. Seu queixo levantado e sua boca imobilizada. E nos seus olhos normalmente castanho, uma luz sinistra brilhou quando eles encontraram os de Elena.
“Nós precisamos de uma vela,” foi tudo o que ela disse.
O fósforo raspou e jogou faíscas na escuridão, e então a chama da vela queimou forte e clara. Ela emprestou um brilho dourado a face pálida de Bonnie enquanto ela se curvava sobre a vela.
“Eu irei precisar que ambas me ajudem a focar,” ela disse. “Olhem para a chama, e pensem sobre Stefan. Imaginem ele nas suas mentes. Não importa o que aconteça, continuem a olhar para a chama. E não importa o que vocês façam, não falem nada.”
Elena inclinou a cabeça concordando, e então o único som no cômodo era de respiração suave. A chama cintilava e dançava, jogando desenhos* (patterns) de luz sobre as três garotas sentadas de pernas cruzadas em volta. Bonnie, com os olhos fechados, respirava profundamente e lentamente, como alguém se deixando levar pelo sono.
Stefan, pensou Elena, olhando para a vela, tentando derramar todo o seu desejo dentro do pensamento. Ela o criou em sua mente, usando todos os seu sentidos, conjurando ele para ela. A aspereza de seu suéter de lã embaixo de sua bochecha, o cheiro de sua jaqueta de couro, a força de seus braços em volta dela. Oh, Stefan...
Os cílios de Bonnie vibraram e sua respiração acelerou, como uma pessoa dormindo e tendo pesadelos. Elena resolutamente manteve seus olhos na chama, mas quando Bonnie quebrou o silêncio um arrepio percorreu a sua espinha.
Primeiro, era apenas um gemido, o som de alguém em sofrimento. Então, enquanto Bonnie atirava sua cabeça para trás, sua respiração vindo em curtas rajadas, tornou-se palavras.
“Sozinho...” ela diz e parou. As unhas de Elena afundaram em sua mão. “Sozinho... no escuro,” falou Bonnie. Sua voz estava distante e torturada.
Teve outro silêncio, e então Bonnie começou a falar rapidamente.
“Está escuro e frio. E estou sozinho. Há alguma coisa atrás de mim... pontuda e dura. Pedras. Elas costumavam me machucar mas não agora. Eu estou sem sensibilidade, por causa do frio. Muito frio...” Bonnie se mexeu, como se para se afastar de alguma coisa, e então ela riu, uma risada medonha quase como um soluço. “Isso é... engraçado. Eu nunca pensei que eu gostaria tanto de ver o Sol. Mas é sempre escuro aqui. E frio. Água até o meu pescoço, como gelo. Isto é engraçado também. Água em todo o lugar—e eu morrendo de sede. Tanta sede... dói...”
Elena sentiu algo apertado em volta de seu coração. Bonnie estava dentro dos pensamentos de Stefan, e o que sabe o que ela poderia descobrir lá? Stefan, diga-nos onde você está, ela pensou desesperadamente. Olhe em volta; diga-nos o que você vê.
“Sede. Eu preciso de... vida?” A voz de Bonnie estava duvidosa, como se não estivesse certa de como transcrever algum conceito. “Estou fraco. Ele disse que eu sempre serei o mais fraco. Ele é forte... um matador. Mas isto é o que eu sou também. Eu matei Katherine; talvez eu mereça morrer. Por que apenas não deixar?...”
“Não!” disse Elena antes que ela pudesse parar a si mesma. Neste momento, ela se esqueceu de tudo menos o sofrimento de Stefan. “Stefan—“
“Elena!” Meredith gritou abruptamente no mesmo momento. Mas a cabeça de Bonnie caiu para frente, o fluxo de palavras cortado. Horrorizada, Elena percebeu o que tinha feito.
“Bonnie, você está bem? Você pode achá-lo de novo? Eu não queria...”
A cabeça de Bonnie se levantou. Seus olhos estavam abertos agora, mas eles não olhavam nem para a vela nem para Elena. Eles observavam mais à frente, inexpressíveis. Quando ela falou, sua voz estava distorcida, e o coração de Elena parou. Não era a voz de Bonnie, mas era uma voz que Elena reconhecia. Ela ouviu a mesma vindo dos lábios de Bonnie uma vez antes, no cemitério.
“Elena,” a voz disse, “não vá para a ponte. É a Morte, Elena. Sua morte está esperando lá.” Então Bonnie caiu para frente.
Elena segurou os ombros dela e sacudiu “Bonnie!” ela quase gritou. “Bonnie!”
“O que... oh, não. Deixe.” A voz de Bonnie estava fraca e abalada, mas era a sua voz. Ainda dobrada, ela colocou uma mão na sua testa.
“Bonnie, você está bem?”
“Eu acho... sim. Mas foi tão estranho.” O tom de sua voz elevou-se e ela olhou para cima, piscando. “O que foi isso, Elena, sobre ser um matador?”
“Você lembra-se disto?”
“Eu me lembro de tudo. Eu não posso descrever isto, foi terrível. Mas o que isto significa?”
“Nada,” disse Elena. “Ele estava alucinando, é tudo.”
Meredith se intrometeu. “Ele? Então você realmente acha que ela sintonizou em Stefan?”
Elena balançou a cabeça em sinal de positivo, seus olhos violentos e ardentes enquanto ela olhava para longe. “Sim. Eu acho que era Stefan. Tinha que ser. E eu acho que ela até mesmo contou-nos onde ele está. Embaixo da Ponte Wickery, na água.” 

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Capítulo 1 [Diários do vampiro - O confronto]

Posted by Unknown on 10:08


“Damon!”
Um vento gelado espalhou o cabelo de Elena pelo seu rosto, lágrimas caindo em seu suéter leve. Folhas de carvalho formavam redemoinhos por entre as fileiras de lápides, e as árvores sacudiam juntas seus galhos em frenesi. As mãos de Elena estavam frias, seus lábios e suas bochechas estavam sem sensibilidade, mas ela se mantinha encarando o grito do vento diretamente, gritando através dele.
“Damon!”
Esse tempo era uma demonstração do Poder dele, com a intenção de assustá-la. Mas isso não funcionaria. O pensamente de este mesmo Poder sendo usado contra Stefan acordou uma grande fúria quente dentro dela que queimava contra o vento. Se Damon tiver feito alguma coisa para Stefan, se Damon tiver ferido ele...
“Maldito, me responda!” ela gritou para os carvalhos que limitavam o cemitério.
Uma folha morta de carvalho que parecia uma mão marrom e murcha voou até seu pé, mas não houve nenhuma resposta. Acima, o céu estava cinza como vidro, cinza como as lápides cercando ela. Elena sentiu raiva e frustração ardendo em sua garganta e cedeu. Ela estava errada. Damon não estava aqui realmente; ela estava sozinha com o grito do vento.
Ela virou-se— e ofegou.
Ele estava logo atrás dela, tão perto que suas roupas tocaram nele enquanto ela se virava. Nesta distância, ela deveria ter sentido outro humano parado lá, deveria ter sentido o calor de seu corpo ou ouvido ele. Mas Damon, é claro, não era humano.
Ela deu dois passos para trás antes que ela pudesse parar a si mesma. Cada instinto que se encontrava quieto enquanto ela gritava contra a violência do vento estava agora pedindo para ela correr.
Ela apertou seus punhos. “Onde está Stefan?”
Uma linha apareceu entre as sobrancelhas negras de Damon. “Que Stefan?”
Elena andou até ele e deu um tapa.
Ela não havia pensado em fazer isto antes de fazer, e mais tarde ela mal podia acreditar no que tinha feito. Mas tinha sido um tapa bem forte, com toda a força de seu corpo, e virou a cabeça de Damon para o lado. Sua mão doía. Ela parou, tentando acalmar sua respiração, e observou ele.
Ele estava vestido como da primeira vez em que se encontraram, em preto. Suaves botas pretas, jeans pretos, suéter preto, e uma jaqueta de couro. E ele parecia com Stefan. Ela não sabia como ela não tinha percebido isso antes. Ele tinha o mesmo cabelo preto, a mesma pele pálida, a mesma boa aparência perturbadora. Mas seu cabelo era liso, não ondulado, e seus olhos eram pretos como a meia-noite, e sua boca era cruel.
Ele girou sua cabeça de volta lentamente para olhar ela, e ela viu sangue aparecendo na bochecha que ela bateu.
“Não minta para mim,” ela disse, sua voz tremendo. “Eu sei quem você é. Eu sei o que você é. Você matou o Sr. Tanner ontem a noite. E agora Stefan desapareceu.”
“Ele desapareceu?”
“Você sabe que sim!”
Damon sorriu e parou imediatamente.
“Eu estou te avisando; se você tiver machucado ele—”
“Então o quê?” ele disse. “O que você vai fazer, Elena? O que você pode fazer, contra mim?
Elena caiu em silêncio. Pela primeira vez, ela percebeu que o vento tinha parado. O dia estava morto e silencioso a sua volta, como se eles estivessem imóveis no centro de algum grande círculo de poder. Parecia que tudo, o céu pesado, os carvalhos e as faias roxas, o próprio solo, estava conectado à ele, como se ele sugasse Poder de tudo isso. Ele estava com a sua cabeça ligeiramente para trás, seus olhos insondáveis e cheios de cores estranhas.
“Eu não sei,” ela sussurrou, “mas eu vou achar alguma coisa. Acredite em mim.”
Ele riu de repente, e o coração de Elena deu uma sacudida e começou a bater rigorosamente. Deus, ele era bonito. *Belo era uma palavra fraca para descrevê-lo*. Como costume, a risada durou apenas um momento, mas mesmo quando seus lábios já estavam sossegados ela deixava traços no seu olhar.
“Eu acredito em você,” ele disse, relaxando, olhando ao redor do cemitério. Então ele se virou e estendeu a mão para ela. “Você é muito boa para o meu irmão,” ele disse casualmente.
Elena pensou em atirar a mão para longe, mas ela não queria tocar nele novamente. “Diga-me onde ele está.”
“Depois, possivelmente por um preço.” Ele retirou sua mão, assim que Elena percebeu que nela havia um anel como o de Stefan: prateado e lápis lazuli. Lembre-se disso, ela pensou ferozmente. É importante.
“Meu irmão,” ele continuou, “é um tolo. Ele acha que porque você parece com Katherine você é fraca e facilmente conduzida como ela. Mas ele está errado. Eu podia sentir sua raiva do outro lado da cidade. Eu posso sentir agora, uma luz branca como o sol do deserto. Você tem força, Elena, mesmo como você é. Mas você pode ser muito mais forte...”
Ela olhou fixamente para ele, sem entender, não gostando da troca de assunto. “Eu não sei do que você está falando. E o que isso tem haver com o Stefan?”
“Eu estou falando de Poder, Elena.” De repente, ele deu um passo para perto dela, seus olhos fixos nos dela, sua voz suave e urgente. “Você já tentou todas as outras coisas, e nada satisfez você. Você é a garota que tem tudo, mas sempre tem algo fora do seu alcance, algo que você precisa desesperadamente e que não pode ter. Isto é o que eu estou te oferecendo. Poder. Vida eterna. E sentimentos que você nunca sentiu antes.”
Agora ela entendia, e bílis subiu até a sua garganta. Ela sufocou-se em horror e repudio. “Não”.
“Por que não?” ele sussurrou. “Por que não tentar, Elena? Seja honesta. Não tem uma parte de você que quer isto?” Seus olhos negros estavam cheios de calor e intensidade que segurava ela petrificada, incapaz de olhar para outro lugar. “Eu posso acordar coisas dentro de você que têm estado dormindo durante toda sua vida. Você é forte o bastante para viver no escuro, para gloriar-se nele. Você pode se tornar a rainha das sombras. Por que não pegar este Poder, Elena? Deixe-me ajudá-la a pegar isto."
“Não,” ela disse, puxando seus olhos para longe dele. Ela não olharia para ele, não deixaria ele fazer isso com ela. Ela não deixaria ele fazê-la esquecer... fazê-la esquecer...
"É o segredo final, Elena," ele disse. Sua voz era tão afável quanto as pontas dos seus dedos que tocavam a garganta dela. "Você será feliz como nunca antes."
Havia algo terrivelmente importante que ela deveria lembrar. Ele estava usando o Poder para fazê-la esquecer isto, mas ela não deixaria ele fazê-la esquecer...
"E nós vamos ficar juntos, você e eu." As pontas frias de seus dedos afagaram o lado do pescoço dela, deslizando sob o colarinho do suéter. "Só nos dois, para sempre."
Houve uma pontada repentina de dor enquanto os dedos dele roçaram duas minúsculas feridas na carne do pescoço dela, e a memória dela clareou.
Fazê-la esquecer de...Stefan.
Isto era o que ele queria tirar da mente dela. As memórias sobre Stefan, sobre seus olhos verdes e seu sorriso que sempre tinha tristeza por trás. Mas nada poderia forçar Stefan para fora de seus pensamentos agora, não depois do que eles compartilharam. Ela se afastou de Damon, batendo aqueles dedos frios para o lado. Ela olhou diretamente para ele.
"Eu já achei o que eu quero," ela disse brutalmente. "E com quem eu quero estar para sempre."
Escuridão brotou nos olhos dele, uma raiva fria que se espalhou pelo ar entre eles. Olhando dentro daqueles olhos, Elena pensou em uma cobra pronta para dar o bote.
"Não seja estúpida como o meu irmão," ele disse. " Ou eu terei que te tratar da mesma forma."
Ela estava assustada agora. Ela não poderia evitar, não com o frio se derramando dentro dela, resfriando seus ossos. O vento estava começando de novo, os galhos sacudindo-se. "Diga-me onde ele está, Damon."
"Nesse momento? Eu não sei. Você não pode parar de pensar sobre ele por um instante?"
"Não!" ela estremeceu, seu cabelo chicoteando na sua face novamente.
"E esta é sua resposta final, hoje? Esteja certa sobre jogar este jogo comigo, Elena. As conseqüências não são para se dar risadas."
"Eu estou certa." Ela teve que interromper antes que ele recomeçasse de novo. "E você não pode me intimidar, Damon, ou você não notou? No momento em que Stefan me contou o que você foi, o que você fez, você perdeu qualquer poder que poderia ter sobre mim. Eu te odeio. Você me dá nojo. E não existe nada que você possa fazer contra mim, nunca mais."
A face dele se alterou, a sensibilidade torcendo-se e congelando-se, tornando-se cruel e amargamente dura. Ele riu, mas esta risada continuou. “Nada?” ele disse. “Eu posso fazer qualquer coisa com você, e com as pessoas que você ama. Você não tem idéia, Elena, do que eu posso fazer. Mas você vai aprender.”
Ele deu um passo para trás, e o vento cortou Elena como uma faca. Sua visão pareceu estar embaçando. Era como se manchas de claridade enchessem o ar na frente de seus olhos.
“O inverno está chegando, Elena,” ele disse, e sua voz estava clara e arrepiante mesmo sobre o uivo do vento. “Uma estação rancorosa. Antes de ela chegar, você terá aprendido o que eu posso e não posso fazer. Antes que o inverno chegue aqui, você terá se juntado a mim. Você será minha.”
A claridade rodopiada estava cegando-a, e ela não conseguia mais ver o volume escuro da figura dele. Agora até mesmo a voz dele estava desvanecendo-se. Ela se abraçou com os próprios braços, com a cabeça curvada para baixo, seu corpo todo tremendo. Ele sussurrou, “Stefan—”
“Oh, e mais uma coisa,” a voz de Damon retornou. “Você perguntou mais cedo sobre meu irmão. Não se incomode procurando por ele, Elena. Eu o matei na noite passada.”
Ela levantou a cabeça, mas não havia nada para ver, apenas a brancura vertiginosa, que queimava seu nariz e suas bochechas e grudava seus cílios. Foi só então, quando os finos grãos caíram na sua pele, que ela percebeu o que eles eram: flocos de neve.
Estava nevando no dia primeiro de novembro. Acima de sua cabeça, o sol já tinha ido embora. 

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O despertar - L. J. Smith

Posted by Unknown on 10:21



















Prefácio

Capítulo 1
Capítulo 2
Capítulo 3
Capítulo 4
Capítulo 5
Capítulo 6
Capítulo 7
Capítulo 8
Capítulo 9
Capítulo 10
Capítulo 11
Capítulo 12
Capítulo 13
Capítulo 14
Capítulo 15
Capítulo 16

Se houver algum erro ortográfico, por favor me avisem.
                                                                                   Agradece
                                                                                   Nony Mato

 

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